Amar a Deus acima de tudo
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum, Ano A
Jesus disse aos seus apóstolos: “Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim não é digno de mim, e quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim não é digno de mim; e quem não toma a sua cruz e me segue não é digno de mim.” Mateus 10:37-38
Jesus explica uma consequência interessante de escolher amar os familiares mais do que a Deus. O resultado de amar um familiar mais do que a Deus é não ser digno de Deus. Essa é uma afirmação forte, destinada a suscitar uma séria reflexão sobre nós mesmos.
Primeiro, devemos reconhecer que a única maneira de amar autenticamente a própria mãe ou o próprio pai, o filho ou a filha, é amar primeiro a Deus de todo o coração, de toda a mente, de toda a alma e com todas as forças. O amor à família e ao próximo deve brotar desse amor puro e total a Deus.
Por isso, devemos ver a advertência de Jesus como um chamado a nos certificarmos de que não apenas O amamos plenamente, mas também de que amamos plenamente a nossa família, permitindo que o nosso amor a Deus se torne a fonte do nosso amor ao próximo.
Como podemos violar esse mandamento de nosso Senhor? Como amaríamos os outros mais do que a Jesus? Agimos dessa maneira pecaminosa quando permitimos que outras pessoas, até mesmo familiares, nos afastem da nossa fé. Por exemplo, numa manhã de domingo, enquanto você se prepara para ir à igreja, um familiar tenta convencê-lo a faltar à Missa para fazer alguma outra atividade. Se você cede para agradá-lo, então está “amando” esse familiar mais do que a Deus. É claro que, no fim das contas, isso não é um amor autêntico por esse familiar, pois foi tomada uma decisão contrária à vontade de Deus.
Reflita, hoje, sobre como você pode verdadeiramente amar seus familiares, voltando primeiro seu coração e sua alma para o amor de Deus. Permita que essa acolhida plena do amor de Deus se torne a base do amor em cada relacionamento. Só então o amor ao próximo produzirá bons frutos.
Senhor do amor perfeito, eu Te entrego toda a minha mente, meu coração, minha alma e minhas forças. Ajuda-me a Te amar acima de todas as coisas e em todas as coisas e, a partir desse amor, ajuda-me a amar aqueles que colocaste em minha vida. Jesus, eu confio em Vós.
Tocar em Jesus
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum, Ano B
Ela dizia: “Se eu tocar ao menos nas Suas roupas, ficarei curada”. Marcos 5:28
Aqui está um exemplo de alguém que se aproxima de Jesus com grande fé. É uma história fascinante, pois nos é concedido o dom de conhecer os pensamentos dessa mulher.
Essa mulher havia sofrido muito durante muitos anos. Tentou tudo o que pôde para ser curada pelos médicos. Gastou tudo o que tinha. E então, nessa situação desesperadora, voltou-se com fé para Jesus.
Talvez ela tivesse tido uma grande fé durante toda a vida; não sabemos. O que sabemos é que, em seu sofrimento, ela foi profundamente humilhada e já não tinha a quem recorrer. Nessa condição de humildade, fez o que qualquer santo faria. Apegou-se à convicção de que Jesus era a resposta. Quando tudo mais falhasse, Jesus não a decepcionaria. Talvez ela não soubesse se seria curada fisicamente, mas sabia que, ainda assim, precisava recorrer a Jesus.
Há uma grande lição nessa história: devemos ter a mesma profundidade de confiança e o mesmo compromisso de recorrer a Jesus com toda a nossa vida. Mesmo que não tenhamos tentado todas as outras opções na vida, todos devemos acolher o testemunho que essa mulher nos dá.
Voltar-nos para Jesus com profunda certeza e fé significa saber que a Sua vontade é tudo o que importa. Significa escolhê-Lo acima de tudo e em todas as circunstâncias da vida. Significa que não nos voltamos para Ele apenas com nossos problemas, mas também com nossas alegrias e nas bênçãos que recebemos. Tudo o que fazemos deve brotar de uma profunda convicção interior de que Jesus é a resposta para tudo na vida.
Talvez isso pareça um pouco demais. Talvez tenhamos o hábito de recorrer a Ele somente quando tudo o mais parece nos decepcionar. Mas não deveria ser assim. Somos chamados a cultivar o hábito diário de procurar “tocar em Suas roupas”, por assim dizer. Essa é uma forma de dizer que devemos voltar sempre para Ele nosso coração, nossa mente, nossa vontade e nossa alma.
Reflita hoje sobre o quanto está arraigado em você o hábito de recorrer a Jesus. Ele é o primeiro a quem você louva pelas bênçãos que recebe? E é o primeiro a quem você recorre em seus medos e lutas? Cultive esse hábito interior e você verá milagres da graça em sua vida.
Meu Senhor que realizas milagres, ajuda-me a recorrer sempre a Ti em todas as coisas. Ajuda-me a confiar em Ti quando a vida parecer difícil e quando tudo parecer desmoronar. Ajuda-me também a recorrer a Ti em todas as muitas bênçãos que recebo. Jesus, eu confio em Vós.
Ser resoluto
Décimo Terceiro Domingo do Tempo Comum, Ano C
Quando se completaram os dias para Jesus ser elevado ao céu, Ele tomou a firme decisão de partir para Jerusalém e enviou mensageiros à sua frente. Lucas 9:51-52a
Jesus estava “firmemente decidido” em sua missão de seguir rumo a Jerusalém. O significado dessa expressão pode facilmente passar despercebido.
Há duas coisas a destacar nessa passagem. Primeiro, Jerusalém era o destino onde Ele acabaria por morrer pelos pecados do mundo. Era o lugar de sua glorificação por meio do Sacrifício da Cruz. Por isso, os discípulos não queriam que Jesus fosse a Jerusalém, pois sabiam que isso era um risco. Mas Jesus enxergava, para além do sofrimento que em breve suportaria, a glória futura do Sacrifício que ofereceria.
Em segundo lugar, o fato de Jesus estar “resoluto” em Sua determinação de ir a Jerusalém e sacrificar Sua vida revela Sua coragem e Seu amor perfeito. Ele não temia o que Lhe aconteceria, pois tinha em vista um horizonte mais amplo. Ele via o bom fruto da salvação de muitas almas, e isso se sobrepunha a qualquer tentação de Se deixar desviar de Sua missão divina.
Podemos aprender muito com a determinação de Jesus de sacrificar Sua vida em Jerusalém pela salvação do mundo. Certamente devemos reconhecer o fruto desse sacrifício e ser eternamente gratos por ele. Mas também devemos vê-lo como um convite a imitar as ações de Jesus. Em nossa própria vida, recebemos muitas oportunidades de escolher uma vida de sacrifício abnegado pelo bem dos outros. Essas oportunidades se apresentam de muitas formas, mas, no fim, são sempre oportunidades de amar e de se doar. Embora o sacrifício nos tente a fugir em outra direção, se mantivermos os olhos nos bons frutos de todo sacrifício abnegado, seremos encorajados a permanecer firmes em nossa determinação de amar.
Reflita, hoje, sobre qual é a sua “Jerusalém”. Por que causa você é convidado a sacrificar sua vida por amor? Quando descobrir qual é, examine também sua disposição para abraçar esse sacrifício pelo bem dos outros e esforce-se para imitar a firme determinação de nosso Senhor.
Meu Senhor determinado, ofereço-Vos minha vida e aceito Vosso convite para oferecê-la pelo bem dos outros. Dai-me a coragem e a determinação de que preciso para reconhecer o valor de uma vida abnegada e enchei-me de um amor inabalável por Vossa santa vontade. Jesus, eu confio em Vós.
Estar pronto e disposto
Segunda-feira da Décima Terceira Semana do Tempo Comum
Um escriba aproximou-se e disse a Jesus: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que vás”. Mateus 8:19
Esse escriba disse a coisa certa a Jesus. Essa é a atitude que todos devemos ter para com nosso Senhor. Devemos estar prontos e dispostos a segui-Lo, aconteça o que acontecer. No entanto, a resposta de Jesus a esse escriba é interessante. Ele disse: “As raposas têm tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça” (Mateus 8:20).
O que podemos aprender com essa resposta? Parece ser uma maneira de Jesus dizer ao escriba: “Você está realmente pronto e disposto a me seguir, aconteça o que acontecer?” Em outras palavras, Jesus quer mostrar ao escriba que a escolha de segui-Lo é um compromisso de percorrer um caminho arriscado apenas no sentido de que seguir Jesus exige confiança total n’Ele. Não nos será dito de antemão para onde nosso Senhor nos conduzirá nem o que nos pedirá. Ao contrário, quando escolhemos seguir Jesus sem reservas, estamos depositando nossa confiança n’Ele como pessoa e dizendo-Lhe que acolhemos Sua vontade, seja ela qual for. Esse grau de confiança é a chave para aquilo que Jesus deseja.
Reflita hoje sobre duas coisas. Primeiro, reflita sobre essas palavras do escriba e pergunte a si mesmo se pode dizê-las com confiança em sua própria vida. Repita-as muitas vezes e procure deixar que passem da sua mente ao seu coração, como uma acolhida voluntária do plano do Senhor para sua vida. Segundo, reflita sobre os efeitos de tal resposta em sua própria vida. Você está disposto não apenas a dizer essas palavras, mas também a abraçar tudo o que decorre de tal compromisso? Está disposto a confiar ao Senhor toda a sua vida? Procure tomar essa firme resolução, e ela o conduzirá por um caminho de muita alegria.
Meu Senhor digno de confiança, comprometo-me de fato a seguir-Vos aonde quer que vades. Escolho Vossa santíssima vontade acima de todas as coisas. Ajudai-me a viver fielmente de acordo com Vossa divina vontade e a dizer-Vos “Sim” todos os dias. Jesus, eu confio em Vós.
Jesus acalma a tempestade
Terça-feira da 13ª Semana do Tempo Comum
Eles se aproximaram e acordaram Jesus, dizendo: “Senhor, salva-nos! Estamos perecendo!” Ele lhes disse: “Por que estais com tanto medo, homens de pouca fé?” Então se levantou, repreendeu os ventos e o mar, e houve uma grande calmaria. Mateus 8:25-26
Imagine que você estivesse no mar com os Apóstolos. Você era pescador e havia passado incontáveis horas no mar ao longo da vida. Em alguns dias, o mar estava excepcionalmente calmo; em outros, havia ondas grandes. Mas aquele dia era diferente. As ondas eram enormes e rebentavam com força, e você temia que as coisas não acabassem bem. Então, junto com os outros que estavam no barco, você acordou Jesus em pânico, esperando que Ele os salvasse.
Qual teria sido a melhor atitude dos Apóstolos nessa situação? Muito provavelmente, teria sido deixar Jesus continuar dormindo. O ideal seria que tivessem enfrentado a tempestade violenta com confiança e esperança. As “tempestades” que parecem nos esmagar podem ser raras, mas podemos ter certeza de que virão. Elas virão, e nos sentiremos sobrecarregados.
Se os Apóstolos não tivessem entrado em pânico e tivessem deixado Jesus dormir, talvez precisassem suportar a tempestade por um pouco mais de tempo. Mas, por fim, ela teria se acalmado, e tudo teria ficado tranquilo.
Jesus, em Sua grande compaixão, acolhe nosso clamor a Ele em nossas necessidades, como fizeram os Apóstolos no barco. Ele acolhe nossa atitude de recorrer a Ele em meio ao medo e buscar Sua ajuda. Quando fazemos isso, Ele está presente, como um pai ou uma mãe está presente para um filho que acorda assustado durante a noite. Mas o ideal é enfrentarmos a tempestade com confiança e esperança. O ideal é sabermos que isso também passará e que devemos simplesmente confiar e permanecer firmes. Essa parece ser a melhor lição que podemos aprender com essa história.
Reflita hoje sobre como você reage às dificuldades e aos problemas da sua vida. Sejam grandes ou pequenos, você os enfrenta com a confiança, a serenidade e a esperança que Jesus deseja que você tenha? A vida é curta demais para ser tomada pelo terror. Tenha confiança no Senhor, não importa o que você enfrente a cada dia. Se Ele parecer estar dormindo, deixe-O continuar dormindo. Ele sabe o que está fazendo, e você pode ter certeza de que Ele nunca permitirá que você tenha de suportar mais do que é capaz.
Meu Senhor adormecido, aconteça o que acontecer, confio em Vós. Sei que estais sempre presente e que nunca me dareis mais do que posso suportar. Jesus, eu confio verdadeiramente em Vós.
Livrai-nos do Maligno
Quarta-feira da Décima Terceira Semana do Tempo Comum
Quando Jesus chegou ao território dos gadarenos, dois endemoninhados que vinham dos túmulos foram ao Seu encontro. Eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho. Eles gritaram: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo determinado?” Mateus 8:28-29
Essa passagem da Escritura revela duas coisas: 1) Os demônios são ferozes; 2) Jesus tem pleno poder sobre eles.
Antes de tudo, devemos notar que os dois endemoninhados “eram tão violentos que ninguém podia passar por aquele caminho”. Essa afirmação é muito significativa. É evidente que os demônios que possuíam esses dois homens eram cruéis e enchiam de grande medo os habitantes da cidade. Tanto que ninguém sequer se aproximava deles. Não é um pensamento muito agradável, mas é a realidade e vale a pena compreendê-la. É verdade que talvez não encontremos o mal de maneira tão direta com muita frequência, mas às vezes o enfrentamos. O maligno está vivo e se empenha constantemente em construir seu reino demoníaco aqui na Terra.
Pense em ocasiões em que o mal parecia manifesto, opressor, malicioso, calculado etc. Há momentos na história em que o maligno pareceu triunfar de maneira avassaladora. E há maneiras pelas quais sua ação ainda se manifesta em nosso mundo hoje.
Isso nos leva à segunda lição dessa história. Jesus tem autoridade absoluta sobre os demônios. Curiosamente, Ele os expulsa para a manada de porcos, e os porcos então se precipitam encosta abaixo e morrem. Bizarro. Os habitantes ficam tão abalados que pedem a Jesus que deixe a cidade. Por que fariam isso? Em parte, a razão parece ser o fato de que o exorcismo desses dois homens por Jesus causa um grande alvoroço. Isso acontece porque o mal manifesto não se retira silenciosamente.
Esta é uma lição importante a recordar nos dias de hoje. É importante porque o maligno parece estar tornando sua presença cada vez mais evidente hoje. E ele certamente tem planos de torná-la ainda mais evidente nos próximos anos. Vemos isso na decadência moral de nossas sociedades, na aceitação pública da imoralidade, na secularização das diversas culturas do mundo, no aumento do terrorismo etc. São inúmeras as maneiras pelas quais o maligno parece estar vencendo a batalha.
Jesus é todo-poderoso e vencerá no final. Mas a parte difícil é que Sua vitória muito provavelmente causará um grande alvoroço e deixará muitos inquietos. Assim como Lhe pediram que deixasse a cidade depois de libertar os endemoninhados, também hoje há muitos cristãos mais do que dispostos a ignorar o avanço do reino do maligno para evitar qualquer conflito.
Reflita hoje se você está disposto a enfrentar as “consequências”, por assim dizer, de confrontar o reino do maligno com o Reino de Deus. Você está disposto a fazer o que for necessário para permanecer firme em uma cultura que se deteriora continuamente? Está disposto a permanecer inabalável diante do alarido do maligno? Dizer “Sim” a isso não será fácil, mas será uma gloriosa imitação do próprio Senhor.
Senhor todo-poderoso, ajudai-me a permanecer firme diante do maligno e de seu reino de trevas. Ajudai-me a enfrentar esse reino com confiança, amor e verdade, para que em seu lugar se estabeleça o Vosso Reino. Jesus, eu confio em Vós.
Coragem para buscar o perdão
Quinta-feira da 13ª Semana do Tempo Comum
Ao ver a fé deles, Jesus disse ao paralítico: “Coragem, filho, teus pecados estão perdoados”. Mateus 9,2b
Esta história termina com Jesus curando o paralítico e dizendo-lhe: “Levanta-te, pega a tua maca e vai para casa.” O homem faz exatamente isso, e as multidões ficam maravilhadas.
Dois milagres acontecem aqui. Um é físico e o outro é espiritual. O espiritual é o perdão dos pecados deste homem. O físico é a cura de sua paralisia.
Qual desses milagres é mais importante? Qual deles você acha que o homem mais desejava?
É difícil responder à segunda pergunta, pois não conhecemos os pensamentos do homem, mas a primeira é fácil. A cura espiritual, o perdão de seus pecados, é de longe o mais importante desses dois milagres. É o mais significativo porque tem consequências eternas para sua alma.
Para a maioria de nós, é fácil rezar a Deus pedindo uma cura física ou algo semelhante. Podemos achar bastante fácil pedir favores e bênçãos a Deus. Mas quão fácil é para nós pedir perdão? Para muitos, isso pode ser mais difícil, pois exige de nossa parte um ato inicial de humildade. Exige que primeiro reconheçamos que somos pecadores necessitados de perdão.
Reconhecer nossa necessidade de perdão exige coragem, mas essa coragem é uma grande virtude e revela grande força de caráter de nossa parte. Aproximar-nos de Jesus para buscar Sua misericórdia e Seu perdão em nossa vida é a oração mais importante que podemos fazer e o fundamento de todas as nossas outras orações.
Reflita hoje sobre a coragem que você tem para pedir perdão a Deus e sobre a humildade com que está disposto a reconhecer seu pecado. Fazer um ato de humildade como esse é uma das coisas mais importantes que você pode fazer.
Meu Senhor que perdoais, dai-me coragem. Dai-me coragem, sobretudo, para me humilhar diante de Vós e reconhecer todos os meus pecados. Neste humilde reconhecimento, ajudai-me também a buscar diariamente o vosso perdão em minha vida. Jesus, eu confio em Vós.
Misericórdia para o pecador
Sexta-feira da 13ª Semana do Tempo Comum
“Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas os doentes. Ide e aprendei o significado destas palavras: Quero misericórdia, não sacrifício. Não vim chamar os justos, mas os pecadores.” Mateus 9:12-13
Jesus não veio para os “justos”, mas para os “pecadores”. Isso pode surpreender à primeira vista, pois parece que Jesus deveria ter dito que veio para todas as pessoas, justas e pecadoras. Mas o que devemos compreender é que ninguém é verdadeiramente justo. Em outras palavras, todos são pecadores que precisam do Salvador.
Ao falar assim, Jesus se refere à atitude dos fariseus, que consideravam a si mesmos justos e pareciam pensar que Jesus deveria conviver apenas com aqueles que não tinham pecado. Os fariseus agiam como se fossem “justos” e como se Jesus devesse conviver apenas com eles e com quaisquer outros que não fossem publicamente conhecidos como pecadores.
Infelizmente, o pecado dos fariseus era de natureza muito mais grave do que os pecados dos publicanos e dos outros pecadores que vinham a Jesus. Os fariseus eram culpados do pecado de orgulho espiritual e pecavam ao presumir que eram justos. Quando alguém não reconhece o próprio pecado, Deus não pode perdoá-lo, pois ele não se arrepende.
Embora esta seja uma forte condenação dos fariseus e de outros que são culpados de se considerarem justos, é também um convite de Jesus a todos os que prontamente admitem seu pecado. Quando conseguimos nos humilhar diante da perfeição de Deus e enxergar nossos pecados à luz de Sua glória, seremos tentados a nos desesperar e a sentir vergonha de nosso pecado. Mas a vergonha se transformará em alegria e liberdade quando permitirmos que nosso Senhor aja como o Médico Divino em nossa vida. O propósito de Sua vida terrena era trazer cura às nossas feridas do pecado. Quando percebermos como Sua perfeita misericórdia nos cura perfeitamente, correremos prontamente para Ele.
Reflita hoje sobre o quanto você está pronto e disposto a confessar seu pecado a Jesus. Não hesite em confiar no amor perfeito que Ele tem por você e em se abrir plenamente à Sua divina misericórdia.
Senhor de perfeita misericórdia, volto-me para Vós em minha necessidade e reconheço meu pecado e minha culpa. Arrependo-me de Vos ter ofendido e sei que sois a única resposta para o meu pecado. Tende misericórdia de mim, amado Senhor, e perdoai todos os meus pecados. Jesus, eu confio em Vós.
Jejum e liberdade
Sábado da Décima Terceira Semana do Tempo Comum
Os discípulos de João se aproximaram de Jesus e disseram: “Por que nós e os fariseus jejuamos tanto, mas os teus discípulos não jejuam?” Jesus lhes respondeu: “Podem os convidados das núpcias ficar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão.” Mateus 9:14-15
Você quer ser livre? Quer descobrir a verdadeira liberdade em sua vida? Certamente quer. Mas o que isso significa? E como alcançá-la?
Fomos feitos para a liberdade. Fomos feitos para ser livres, para viver a vida em plenitude e experimentar as alegrias e bênçãos insondáveis que Deus deseja nos conceder. Mas, com muita frequência, temos uma ideia equivocada do que é a verdadeira liberdade. A liberdade, mais do que qualquer outra coisa, é a experiência da alegria de ter o Noivo conosco. É a alegria do banquete nupcial do Senhor. Fomos feitos para celebrar nossa união com Ele por toda a eternidade.
No Evangelho de hoje, Jesus afirma claramente que os convidados das núpcias não podem ficar de luto enquanto o noivo está com eles. No entanto, “Dias virão em que o noivo lhes será tirado, e então jejuarão”.
É útil considerar a relação entre o jejum e a liberdade. À primeira vista, essa combinação pode parecer estranha. Mas, se o jejum for compreendido corretamente, será visto como um caminho para o glorioso dom da verdadeira liberdade.
Há momentos em nossa vida em que “o Esposo é tirado”. Isso pode se referir a muitas coisas. Refere-se, em particular, aos momentos em que experimentamos uma sensação de perda da presença de Cristo em nossa vida. Isso certamente pode acontecer em consequência do nosso próprio pecado, mas também pode acontecer por estarmos nos aproximando de Cristo. No primeiro caso, o jejum pode nos ajudar a nos libertar dos muitos apegos pecaminosos que temos na vida. O jejum tem o potencial de fortalecer nossa vontade e purificar nossos desejos. No segundo caso, há momentos em que estamos nos aproximando muito de Cristo e, por isso, Ele oculta Sua presença em nossa vida. Isso pode parecer estranho à primeira vista, mas acontece para que O busquemos ainda mais. Também nesse caso, o jejum pode se tornar um meio de aprofundar nossa fé e nosso compromisso com Ele.
O jejum pode assumir muitas formas, mas, em sua essência, é simplesmente um ato de abnegação e de sacrifício de si mesmo por Deus. Ele nos ajuda a vencer os desejos terrenos e carnais para que nosso espírito possa desejar Cristo mais plenamente.
Reflita, hoje, sobre a profundidade do seu desejo por Cristo em sua vida. Se perceber que há outros desejos concorrentes que tendem a abafar esse desejo por Cristo, considere oferecer atos de jejum e outras formas de abnegação. Faça deles pequenos sacrifícios por Deus e verá os bons frutos que produzem.
Meu Senhor que Vos ofereceis em sacrifício, desejo-Vos em minha vida acima de todas as coisas. Ajudai-me a enxergar aquilo que disputa o lugar do vosso amor e a oferecer sacrifícios para que minha alma possa ser purificada e viver na liberdade que desejais para mim. Jesus, eu confio em Vós.
Décima Quarta Semana do Tempo Comum
Também disponível em brochura & eBook
