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Vigésima Terceira Semana do Tempo Comum

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Sumário

Reconciliar-se com o outro

23º Domingo do Tempo Comum (Ano A)

Jesus disse aos seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai e mostra-lhe a sua falta, a sós com ele. Se ele te ouvir, terás conquistado o teu irmão.” Mateus 18,15

É preciso muita humildade e um coração puro para confrontar outra pessoa com o seu pecado de tal modo que ela escute e se arrependa. Normalmente, confrontar alguém com o seu pecado é algo que se faz mais por raiva do que por amor. Não devemos confrontar o outro com o seu pecado por estarmos feridos e desejarmos fazê-lo sentir culpa como forma de retribuição. Não devemos confrontar o outro para humilhá-lo ou prejudicá-lo. Só devemos apontar o pecado de alguém porque o amamos, já o perdoamos e agora queremos vê-lo livre do pecado, para o seu próprio bem. Quando isso acontece e essa é a nossa única motivação, o outro pode acolher a correção com mais facilidade.

Esse ensinamento, porém, não deve ser considerado apenas do ponto de vista de nós confrontarmos os outros com seus pecados. Também deve ser considerado da perspectiva de os outros nos confrontarem com os nossos pecados. Pecamos todos os dias. Pecamos contra aqueles que amamos todos os dias. Por isso, procure pensar em alguém próximo que chame a sua atenção para o seu pecado. Como você reage quando isso acontece? Talvez, se essa pessoa o fizesse com a mais pura motivação e com compaixão, você a escutasse. Mas e se ela o fizesse por estar com raiva? Embora essa não seja a maneira ideal de alguém confrontar você, isso não lhe dá o direito de rejeitar o que ela diz. Portanto, é uma boa prática espiritual escutar qualquer pessoa que lhe apresente uma preocupação a respeito do seu pecado, independentemente de como ela o faça. Se, depois de escutar e avaliar com humildade a preocupação dessa pessoa, você perceber que ela tem razão, ainda que em parte, então a resposta amorosa é expressar pesar, pedir perdão e comprometer-se a mudar. Se, porém, depois de avaliar humildemente a preocupação dela, você não acreditar que tenha pecado, então é hora de procurar, com mansidão e compaixão, confrontar essa pessoa com o seu juízo temerário e falso.

Essa passagem apresenta três etapas sucessivas para confrontar uma pessoa. Primeiro, isso deve ser feito a sós. Segundo, na companhia de duas ou três outras pessoas. Terceiro, na presença da Igreja. Procure, a princípio, deixar de lado a segunda e a terceira abordagem e considerar apenas a primeira. O objetivo desse confronto a sós é a reconciliação. É bom dedicar bastante empenho a refletir sobre como você lida com esse tipo de situação, pois, se conseguir lidar bem com ela, não haverá necessidade da segunda ou da terceira forma de confronto.

O inimigo número um da reconciliação é a soberba. A soberba é um hábito pelo qual pensamos em nós mesmos antes e acima de tudo ou, nos casos mais graves, até mesmo de forma exclusiva. A soberba torna impossível o exame de si mesmo. Ficamos cegos para o nosso pecado e nos perturbamos assim que ele é apontado ou causa problemas. Naturalmente, o oposto da soberba é a humildade. Essa é a virtude que nos permite esquecer de nós mesmos e nos preocupar apenas com os outros. Quando uma pessoa cresce em humildade, o maligno sempre a tentará com pensamentos como: E você? Você tem razão, e os outros estão errados! Isso é injusto! Você não deveria ser tratado assim! Esses pensamentos tentadores devem ser sempre rejeitados. A humildade só faz sentido quando somos humildes. Para a pessoa soberba, a humildade parecerá insensatez. Mas a humildade é a verdadeira sabedoria.

Reflita hoje sobre o quanto você é humilde quando alguém lhe manifesta preocupação a respeito do seu pecado. Como você reage? Percebe que fica com raiva e na defensiva quando isso acontece? Se for assim, seja honesto e admita para si mesmo que isso é soberba; esse é o seu pecado. Dedique algum tempo a refletir sobre a maneira ideal e humilde de responder quando alguém confronta você. Se a reconciliação for a sua prioridade em qualquer relacionamento em que tenha havido mágoas, então esse desejo santo e humilde se tornará o seu guia para conseguir se reconciliar com todas as pessoas da sua vida.

Senhor misericordiosíssimo, viestes à terra para nos reconciliar convosco e uns com os outros. Peço-vos que me mostreis o meu pecado e me deis a humildade de que preciso para reconhecê-lo, a fim de que eu possa me arrepender e voltar para vós. Ajudai-me também a estar aberto às muitas maneiras pelas quais me revelais o meu pecado, especialmente por meio da mediação de outras pessoas em minha vida. Jesus, eu confio em vós.


Humildes instrumentos da graça

23º Domingo do Tempo Comum (Ano B)

Ele colocou o dedo nos ouvidos do homem e, cuspindo, tocou-lhe a língua; depois, ergueu os olhos ao céu, suspirou e lhe disse: “Ephphatha!” — isto é, “Abre-te!” — E imediatamente os ouvidos do homem se abriram, o impedimento de sua fala desapareceu e ele passou a falar claramente. Marcos 7:33–35

Um ponto interessante nesta história é que as pessoas que levaram esse homem surdo e mudo até Jesus lhe suplicaram que “impusesse a mão sobre ele” para curá-lo. Mas o que Jesus fez? Em vez disso, afastou o homem da multidão, colocou seu dedo divino nos ouvidos dele, tocou-lhe a língua com sua própria saliva sagrada, e o homem ficou curado. À primeira vista, o ato de colocar o dedo no ouvido de outra pessoa e tocar a língua dela com a própria saliva pode parecer repulsivo. Normalmente, seria mesmo. Para compreender essas duas ações, precisamos compreender seu simbolismo.

A imagem do dedo é usada diversas vezes nas Escrituras para se referir ao poder de Deus. No Livro do Êxodo, depois da praga dos mosquitos, os magos do faraó disseram que aquilo havia sido claramente realizado “pelo dedo de Deus” (Êxodo 8:19). Sabemos que, no monte, quando Moisés recebeu os Dez Mandamentos, também foi o dedo de Deus que os escreveu (Êxodo 31:18). No livro de Daniel, um dedo apareceu e escreveu uma mensagem profética numa parede (Daniel 5:5). No Novo Testamento, Jesus expulsou um demônio “pelo dedo de Deus” (Lucas 11:20) e, no Evangelho de hoje, curou a audição desse homem com seu dedo. O “dedo de Deus” é entendido como o poder de Deus e uma ação do Espírito Santo. Assim, ao usar seu dedo sagrado para curar, Jesus revelava simbolicamente que exercia plenamente o poder de Deus e agia em perfeita união com o Espírito Santo e com o Pai.

A imagem da saliva também é interessante. Talvez você já tenha notado que, quando um animal tem uma ferida, ele costuma lambê-la. Esse é um instinto natural, mas também faz sentido. A saliva tem certo poder medicinal de cura. Ela contém agentes antibacterianos. Portanto, se a saliva comum pode ajudar a curar uma ferida, a saliva de Jesus é capaz de curar de maneira sobrenatural. Lembre-se também de que Jesus curou um cego cuspindo no chão e depois passando a lama nos olhos dele (João 9:6).

Jesus precisava usar seu dedo e sua saliva para curar esse homem? Certamente não. Poderia tê-lo feito com um simples pensamento. Mas escolheu usar seu corpo como instrumento de seu poder de cura. Ao fazê-lo, revela-nos que a humanidade de Jesus se tornou a fonte de união entre Deus e o homem. Até seu dedo e sua saliva nos unem a Deus. Tudo no Filho de Deus em sua forma humana dispensava graça, cura e misericórdia. Até aquilo que, à primeira vista, pode parecer mais repulsivo.

Embora possamos extrair muito desta passagem, algo que não deve passar despercebido é que, se Jesus escolheu usar seu dedo e até sua saliva para dispensar seu poder, também deseja continuar usando os membros de seu Corpo para distribuir sua graça. Pelo Batismo, você é membro do Corpo de Cristo, a Igreja. Você é suas mãos e seus pés, seus olhos e sua voz, seu coração e seu dedo, e até sua saliva. Esse último pensamento nos faz reconhecer nossa pequenez. Mas, se Jesus pode usar sua saliva para curar, pode usar você. Se compreendermos isso com humildade, estaremos mais bem dispostos a nos tornar instrumentos de sua divina misericórdia para aqueles que dela precisam. Deus pode se servir de nós NÃO porque sejamos dignos disso. Pelo contrário, Ele pode se servir de nós porque assim o escolheu, mesmo em nossa condição mais humilde.

Reflita, hoje, sobre a imagem de Jesus curando este homem surdo e mudo. Se alguma vez você sentir que Deus não pode se servir de você, lembre-se de como nosso Senhor realizou este milagre. Se Deus pode usar Seu dedo e Sua saliva, certamente pode se servir de você, por mais indigno ou pecador que você seja. Este milagre nos mostra que Deus pode usar todas as coisas para Sua glória pela simples razão de que Ele é Deus. Humilhe-se e ofereça-se a Deus para que Ele se sirva de você como quiser. Ao fazer isso, você dará a Deus a oportunidade de manifestar Seu poder onipotente por meio de você.

Meu Senhor que curais, ao assumirdes a forma humana, unistes a divindade à humanidade. Por meio de Vossa sagrada humanidade, derramastes Vossa graça e misericórdia e continuais a fazê-lo hoje. Servi-Vos de mim, amado Senhor, como instrumento de Vossa graça. Que eu sempre me reconheça humildemente como Vosso instrumento indigno, de quem escolheis Vos servir apesar de minha indignidade. Jesus, eu confio em Vós.


“Odiar” para amar

23º Domingo do Tempo Comum (Ano C)

Grandes multidões acompanhavam Jesus. Ele se voltou e lhes disse: “Se alguém vem a mim sem odiar seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até a própria vida, não pode ser meu discípulo.” Lucas 14:25–26

Por que Jesus exortaria as “grandes multidões” a odiar suas famílias? Na verdade, Jesus foi ainda mais longe. Disse que elas também deviam odiar a própria vida. Caso contrário, não poderiam ser Seus discípulos. Uma das coisas que esse ensinamento tão chocante fez foi tirar as pessoas da tibieza de sua fé. Às vezes, pensamos em Jesus apenas como alguém bondoso e manso, que sempre alegra o dia das pessoas. Vemos imagens pintadas de um Jesus sorridente, que sempre fazia as pessoas se sentirem acolhidas e amadas. E, embora essas imagens tenham algo de verdadeiro, também é verdade que uma das maneiras pelas quais Ele alegrava seus dias era desafiando-as, no mais íntimo de seu ser, a se converterem. E é isso que Jesus faz hoje em nosso Evangelho.

Odiar seu pai, sua mãe, seus filhos, seus irmãos e até a si mesmo obviamente não é uma referência ao pecado do ódio que nasce da ira. Neste caso, a palavra “odiar” se refere à melhor maneira de amar os outros e até a si mesmo. Para começar, vejamos a conclusão. Jesus disse que essa forma de ódio é uma condição para ser Seu discípulo. Essa é a chave. A menos que sejamos, antes de tudo, discípulos de Cristo, não poderemos amar os outros e nem sequer amaremos a nós mesmos da maneira devida. “Odiar”, neste contexto, se refere aos apegos egoístas. Isso significa que pessoas e coisas podem facilmente se interpor em nosso amor a Deus. Quando isso acontece, devemos vê-las como um obstáculo tanto ao amor a Deus quanto ao amor autêntico aos outros e até a nós mesmos. Por exemplo, se um familiar exigir, de alguma forma, que você o ame mais do que ama a Deus, essa exigência deve ser rejeitada com veemência. Isso poderia ser chamado de um santo ódio à tentação, não à pessoa. Suponha que seu cônjuge critique você por participar da Missa e tente impedi-lo de fazê-lo. Se você lhe der ouvidos, estará colocando seu cônjuge à frente de Deus. Ou suponha que alguém magoe você e você escolha perdoá-lo, mas um familiar questione sua decisão e tente despertar em você a ira contra essa pessoa. Se você lhe der ouvidos, não estará ouvindo a Deus. Nesses casos, devemos “odiar” no sentido de rejeitar a tentação.

E quanto a você mesmo? Como odiar a si mesmo? Isso se refere às muitas maneiras pelas quais nossos apetites desordenados são atraídos pelo pecado. Se cedemos aos desejos desordenados ou, pior ainda, se tratamos esses desejos desordenados como normais e bons para nós, então escolhemos o desejo desordenado em vez de Deus. Nesse caso, devemos aprender a odiar e rejeitar o desejo egoísta e desordenado, escolhendo somente Deus e Sua vontade.

Quando somos capazes de escolher o amor de Deus acima de tudo em nossa vida, rejeitando as tentações que nos chegam por meio dos outros e até mesmo as tentações que surgem de nossos desejos desordenados, então, e somente então, estamos em condições de amar os outros e a nós mesmos da maneira correta. Jesus obviamente quer que amemos os outros e a nós mesmos. Mas isso só é possível quando nosso amor é puro e santo e brota do amor de Deus. Qualquer outra forma de “amor” não é, de fato, amor. É um apego egoísta que impede nossa verdadeira missão de amar a Deus e de ser instrumentos desse amor para os outros.

Reflita, hoje, sobre o ardor que você deve ter para rejeitar todas as formas de pecado. Isso inclui o pecado que o tenta por intermédio de sua família e de seus amigos. Inclui também toda forma de tentação que surge em seu interior por causa de sua natureza humana desordenada. Esse santo ódio é um ato de amor, pois busca eliminar tudo o que o afasta do verdadeiro amor. Escolha, hoje, ser um discípulo fiel de Jesus e comprometa-se a rejeitar tudo o que procura interferir nessa escolha. Ao fazer isso, você não apenas aumentará seu amor por Deus, mas também seu amor pelos outros e até mesmo por sua própria alma.

Meu ardoroso Senhor, Vós exortastes as multidões a rejeitar toda forma de tentação que interferisse no amor delas por Vós. Peço-Vos que enchais minha alma de um santo ódio ao pecado e a toda tentação, para que eu possa rejeitá-los com ardor. Que eu Vos ame sobre todas as coisas e, a partir desse amor, ame os outros e até mesmo minha própria alma com o Vosso Sagrado Coração. Jesus, eu confio em Vós.


Percebendo as intenções dos outros

Segunda-feira da Vigésima Terceira Semana do Tempo Comum

Num certo sábado, Jesus entrou na sinagoga e ensinava, e havia ali um homem cuja mão direita estava ressequida. Os escribas e os fariseus O observavam atentamente para ver se Ele curaria no sábado, a fim de encontrarem um motivo para acusá-Lo. Mas Ele percebeu as intenções deles… Lucas 6:6–8

Jesus tinha um dom. É claro que Ele possuía todos os dons bons em perfeição. Mas, no Evangelho de hoje, vemos um dos dons de Jesus se manifestar. Trata-se da capacidade de Jesus de perceber as intenções daqueles que encontrava diariamente.

Normalmente, só podemos conhecer as intenções de outra pessoa se ela nos disser quais são. Não podemos ler mentes e corações. Mas nosso Senhor podia. Ele tinha a capacidade divina de ler cada alma e conhecer cada coração. Por essa razão, quando alguém se aproximava Dele com grande fé, Ele sabia. E, quando alguém se aproximava Dele com más intenções, Ele sabia.

Quando Jesus percebeu as más intenções dos escribas e fariseus, usou esse conhecimento para trazer à luz as intenções deles. Eles pretendiam encontrar um motivo para acusar Jesus, então Ele lhes deu um. Jesus curou, no sábado, um homem que tinha a mão ressequida, e os escribas e fariseus “ficaram furiosos e discutiam entre si o que poderiam fazer contra Jesus”. Eles consideravam os milagres violações da lei do descanso sabático. Jesus sabia que eles aplicariam sua lógica distorcida a essa cura milagrosa e sabia que ficariam furiosos com Ele por causa da inveja que sentiam. Assim, em certo sentido, Jesus os provocou para que aquilo que estava em seus corações viesse à tona e eles pudessem enxergá-lo.

Todas as nossas intenções e pensamentos interiores são conhecidos por Deus e devem tornar-se manifestos a nós na presença de Deus. Ao provocar os escribas e fariseus na caridade, Jesus os leva a confrontar aquilo que havia dentro deles. Eles tinham de escolher entre continuar pelo caminho da inveja ou reconhecer a insensatez de seus pensamentos interiores. Infelizmente, no caso dos escribas e fariseus, parece que muitos deles se endureceram ainda mais em seu pecado. Mas essa era uma escolha que somente eles podiam fazer.

Reflita, hoje, sobre suas próprias intenções e pensamentos interiores. Por que você faz o que faz? Que motivações ocultas há em seu coração? Há alguma pessoa, ou alguma situação em que você se encontra, que faz com que você fique remoendo a raiva interiormente? Ou é a verdadeira caridade que habita em você e é a fonte de suas ações? Há uma fé profunda? Uma esperança sobrenatural? Ou o que predomina é algum pecado contra o qual você luta? Saiba que Jesus conhece seu coração e quer que você também veja com clareza aquilo que está oculto nele. Ele quer que você veja suas intenções com a mesma clareza com que Ele as vê. Permita que Ele lhe revele as profundezas do seu coração, para que você possa se afastar dos pecados que encontrar e se alegrar com as virtudes pelas quais vive.

Meu glorioso Senhor, Vós conheceis todos os pensamentos e sondais as profundezas de cada coração. Vós me conheceis, Senhor, por inteiro. Peço-Vos que abrais meus olhos para enxergar o que há em meu interior, para que eu possa discernir minhas más intenções e me alegrar com as virtudes que me destes. Que eu esteja sempre atento a Vós, amado Senhor, para que eu tome consciência de tudo o que desejais me revelar. Jesus, eu confio em Vós.


Escuta e cura

Terça-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

E Ele desceu com eles e parou num lugar plano. Uma grande multidão de seus discípulos e um grande número de pessoas de toda a Judeia, de Jerusalém e da região costeira de Tiro e Sidônia vieram para ouvi-lo e ser curados de suas doenças; e até os que eram atormentados por espíritos impuros eram curados. Todos na multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía uma força que curava a todos. Lucas 6,17–19

O Evangelho de Lucas nos apresenta o que é tradicionalmente conhecido como o “Sermão da Planície”. Quase tudo o que Lucas inclui nesse sermão também se encontra no “Sermão da Montanha” de Mateus. Mateus, porém, acrescenta alguns ensinamentos que não se encontram em Lucas. O sermão de Mateus tem três capítulos, enquanto o de Lucas tem apenas um.

Nesta introdução ao “Sermão da Planície”, do qual leremos trechos ao longo de toda a semana, Lucas destaca que um grande número de pessoas vinha de perto e de longe para ouvir Jesus. Essa multidão incluía muitos judeus, mas também muitas pessoas do território pagão de Tiro e Sidônia. E o que atraía tantas pessoas? Elas vinham para “ouvir” Jesus pregar e “ser curadas”. Queriam ouvir as palavras de Jesus, pois Ele falava com grande autoridade e de uma maneira que transformava vidas. E ficavam especialmente maravilhadas com o poder de cura que Jesus manifestava. A última frase da passagem acima dá grande ênfase a esse desejo de cura. “Todos na multidão procuravam tocá-lo, porque dele saía uma força que curava a todos.”

É interessante que Jesus tenha realizado tantos milagres poderosos ao longo de seu ministério público. Isso aconteceu especialmente no início de seu ministério. Para muitos, Ele se tornou uma espécie de celebridade da noite para o dia, e era o assunto de muitas cidades vizinhas. Mas também é interessante notar que, com o passar do tempo, Jesus deu mais ênfase ao seu ensinamento do que aos milagres.

O que o atrai para nosso Senhor? Talvez, se Deus realizasse hoje numerosos milagres visíveis, muitas pessoas ficassem maravilhadas. Mas os milagres físicos não são a maior obra de nosso Senhor e, por isso, não devem ser o foco principal de nosso relacionamento com Ele. A principal razão pela qual devemos nos sentir atraídos por nosso Senhor é que Sua santa Palavra penetra profundamente em nós, transforma-nos e nos conduz à comunhão com Ele. Isso se vê claramente no fato de que, agora que a mensagem do Evangelho está profundamente estabelecida e a Igreja foi constituída, os milagres físicos são raros. Eles acontecem, mas não da mesma forma que aconteciam quando Jesus iniciou Seu ministério público.

Reflita, hoje, sobre a principal razão pela qual você se sente atraído por nosso Senhor. Busque Sua Palavra viva, pronunciada no mais profundo do seu coração. O milagre mais importante que acontece hoje é o da transformação interior. Quando uma pessoa ouve Deus falar, responde a essa Palavra e permite que Ele transforme sua vida, isso está entre os mais importantes milagres da graça que podemos encontrar. E essa é a razão central pela qual devemos nos sentir atraídos por Ele, buscá-Lo e segui-Lo aonde quer que Ele nos conduza.

Meu Senhor dos milagres, peço-Vos que me atraiais a Vós, ensinando-me no deserto de minha vida interior de silêncio e solidão. Ajudai-me a Vos buscar para que eu possa ouvir a Vossa Palavra, dirigida a mim para me dar vida nova. Que eu sempre Vos escute, para que Vossa santa Palavra me transforme mais plenamente, fazendo de mim a nova criatura que desejais que eu seja. Jesus, eu confio em Vós.


Uma dupla bênção

Quarta-feira da Vigésima Terceira Semana do Tempo Comum

“Mas ai de vós que sois ricos, pois já recebestes a vossa consolação. Mas ai de vós que agora estais saciados, pois tereis fome. Ai de vós que agora rides, pois havereis de vos afligir e chorar. Ai de vós quando todos falarem bem de vós, pois era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas.” Lucas 6:24–26

É perigoso ser rico, estar saciado, rir e ter todos falando bem de você? Segundo Jesus, parece que sim. Por que Jesus nos advertiria contra essas coisas? E, antes disso, por que declararia bem-aventurados os pobres, os famintos, os que choram e os que são insultados? Essencialmente, Jesus estava condenando quatro pecados comuns — a avareza, a gula, a intemperança e a vanglória — e incentivando as virtudes que se opõem a eles.

A pobreza, por si só, não é suficiente para a santidade. Mas, no Evangelho de Lucas, Jesus declara bem-aventurado quem é pobre, literalmente. Isso vai além do Evangelho de Mateus, que diz ser bem-aventurado quem é “pobre em espírito”. Ser pobre em espírito é estar espiritualmente desapegado dos bens materiais deste mundo, para poder estar plenamente aberto às riquezas de Deus. Uma tendência comum entre aqueles que possuem riquezas materiais é justificar que, embora tenham muitos bens, são desapegados deles. Esperemos que assim seja. No entanto, na versão das Bem-aventuranças apresentada por Lucas, Jesus diz diretamente: “Bem-aventurados vós, os pobres” e “ai de vós, os ricos”. Nesse ensinamento, descobrimos uma segunda bem-aventurança que não se encontra na versão de Mateus. Além de o desapego espiritual (a pobreza de espírito) ser reconhecido como uma bênção, a pobreza literal é proclamada como o caminho mais fácil para alcançar esse desapego espiritual. A riqueza material, embora não seja um pecado em si mesma, traz consigo muitas tentações de apego, autossuficiência e busca da própria satisfação. Assim, espiritualmente falando, é mais fácil ser desapegado quando se é pobre do que quando se é rico. Essa é uma verdade difícil de aceitar tanto para os pobres quanto para os ricos. Os pobres muitas vezes querem ser ricos, pensando que, se fossem, partilhariam suas riquezas com os outros e permaneceriam desapegados. Os ricos muitas vezes gostam de ser ricos e acreditam que são mais desapegados espiritualmente do que realmente são.

Ter “fome” também é apresentado como uma condição de bem-aventurança, ao passo que estar “saciado” é uma condição perigosa. Quando você sente fome literalmente, seja por causa do jejum, seja por não dispor de alimento em abundância, é mais fácil voltar sua fome e sua sede para Deus, a fim de ser saciado por Ele e confiar mais facilmente em Sua providência. A abundância de alimentos, especialmente de alimentos requintados, tenta você com uma satisfação gulosa que dificulta sentir plenamente fome e sede de Deus e de Sua santa vontade. Portanto, se você se abstiver dos excessos e sentir fome, terá a bênção de estar livre da gula e até mesmo da tentação de ceder a ela.

“Rir” e “chorar”, neste caso, não se referem à alegria e ao desespero. Referem-se, antes, àqueles que estão sempre em busca de diversão e de uma vida de prazeres. Muitas pessoas vivem em função da diversão, do entretenimento e dos prazeres momentâneos. Chorar se refere àqueles que descobriram que os prazeres passageiros do mundo jamais podem satisfazer. O entretenimento constante, portanto, traz consigo uma tentação real, ao passo que a perda dessa forma de prazer passageiro ajuda a eliminar essa tentação.

Por fim, Jesus declara bem-aventurado quem é odiado, excluído, insultado e difamado como mau por causa d’Ele, em vez de ser elogiado por todos. Neste caso, Jesus se refere ao louvor que vem de coisas que nada significam sob a perspectiva da eternidade. Quando todos falam bem de nós, elogiando qualidades e realizações que não são verdadeiras virtudes cristãs, seremos tentados a depender desses elogios para encontrar satisfação. Mas essa forma de satisfação não é outra coisa senão vanglória e, no fim, nunca satisfaz verdadeiramente. No entanto, quando alguém vê e louva as virtudes de Deus em nós, Deus é louvado em primeiro lugar e acima de tudo, e somos abençoados por participar da glória de Deus.

Reflita, hoje, se você prefere ser rico, deliciar-se com os melhores alimentos, divertir-se constantemente e ser alvo da inveja dos outros, ou se percebe as tentações que esse tipo de vida traz. Reflita também sobre as bênçãos espirituais concretas que recebem aqueles que são literalmente pobres, famintos, temperantes e humildes. Este é um ensinamento muito exigente de Jesus. Se ele lhe causa desconforto, saiba que isso é um sinal de que você ainda tem diversos apegos na vida. Reflita, especialmente, sobre a bem-aventurança mais difícil de abraçar e faça dela o tema de sua reflexão e oração. Fazer isso com sinceridade e abertura fará com que você esteja entre aqueles que são verdadeiramente bem-aventurados aos olhos de Deus.

Meu bendito Senhor, Vós fostes pobre, faminto, temperante e humilde em grau perfeito. Por essas razões, fostes pleno de virtude perfeita e alcançastes a mais plena satisfação. Abri, por favor, os meus olhos para os enganos deste mundo, para que eu possa viver convosco uma vida de verdadeira santidade, experimentando as riquezas do Reino dos Céus. Jesus, eu confio em Vós!


O mais importante na vida

Quinta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

A quem lhe bater numa face, ofereça também a outra; e a quem lhe tirar o manto, não negue nem mesmo a túnica. Dê a todo aquele que lhe pedir e, de quem tirar o que é seu, não exija a devolução. Lucas 6,29–30

Isso deve ter sido chocante para os primeiros discípulos de Jesus. Antes de tudo, lembre-se de que Jesus ensinava essas palavras com uma autoridade espiritual que deixava aqueles que tinham o coração aberto convictos de que aquilo que Ele ensinava era a verdade. Lembre-se também de que Jesus ensinava essas profundas lições espirituais ao mesmo tempo que realizava numerosos milagres. Por essas razões, Seus novos seguidores deviam saber que aquilo que Jesus ensinava era verdadeiro. Mas como poderiam aceitar plenamente tais ensinamentos?

Embora muitos comentaristas procurem apontar os princípios espirituais mais profundos que Jesus estava ensinando, procure primeiro tomar Suas palavras em seu sentido direto. Ele realmente disse que você deve oferecer a outra face a quem lhe bater, dar sua túnica a quem roubar seu manto e dar a todo aquele que lhe pedir, sem nunca exigir de volta aquilo que alguém tirar de você. Essas não são lições fáceis de aceitar!

Uma coisa que essas poderosas lições nos ensinam é que há algo muito mais importante na vida do que a humilhação de receber uma bofetada no rosto e ter seus bens roubados. O que é esse algo mais importante? É a salvação das almas.

Se passássemos a vida exigindo justiça terrena e reparação pelas injustiças sofridas, não conseguiríamos nos concentrar no que é mais importante. Não conseguiríamos nos concentrar na salvação daqueles que nos fizeram mal. É fácil amar aqueles que são bondosos conosco. Mas nosso amor deve se estender a todos e, às vezes, a forma de amor que devemos oferecer ao outro é a aceitação livre das injustiças que ele comete contra nós. Há grande poder nesse ato de amor. Mas só seremos capazes de amar o outro dessa maneira se o nosso desejo profundo for a salvação eterna dele. Se tudo o que queremos é justiça terrena e reparação pelas injustiças cometidas, talvez consigamos isso. Mas pode ser à custa da salvação dele.

Às vezes, podemos cair na armadilha de pensar que toda injustiça deve ser reparada aqui e agora. Mas claramente não foi isso que Jesus ensinou. Sua sabedoria é muito mais profunda. Ele sabia que um profundo ato de misericórdia e de perdão para com outra pessoa, especialmente quando ela nos feriu profundamente, é um dos maiores dons que podemos oferecer. E é também uma das ações mais transformadoras que podemos realizar em nossa própria alma. Quando amar dói, no sentido de nos custar o orgulho terreno, especialmente ao renunciarmos por completo ao ressentimento por uma injustiça, nosso ato de amor por essa pessoa tem grande poder para transformá-la. E, se esse ato a transformar, isso será motivo de alegria para você por toda a eternidade.

Reflita, hoje, sobre os aspectos desse exigente ensinamento de Jesus que são difíceis para você. Quem lhe vem à mente ao meditar sobre esse ensinamento? Suas paixões se revoltam contra esse mandamento de amor de Jesus? Se assim for, você descobriu a área específica em que Deus quer que você cresça. Pense em alguém de quem você guarda mágoa e pondere se deseja a salvação eterna dessa pessoa. Saiba que Deus pode usar você para essa missão de amor, se você amar da maneira que nosso Senhor ordena.

Meu misericordioso Senhor, o vosso amor está além da minha capacidade de compreensão. O vosso amor é absoluto e sempre busca o bem do outro. Dai-me a graça, amado Senhor, de amar com o vosso coração e de perdoar na mesma medida em que Vós perdoastes. Servi-vos de mim, especialmente, como instrumento de salvação e misericórdia para aqueles que, em minha vida, mais precisam delas. Jesus, eu confio em Vós.


Ver com os olhos de Deus 

Sexta-feira da 23ª Semana do Tempo Comum

“Por que você repara no cisco que está no olho do seu irmão, mas não percebe a trave que está no seu próprio olho?”  Lucas 6:41

Santa Teresa de Ávila, uma das maiores escritoras espirituais e doutoras da Igreja, explica em sua obra-prima espiritual, “Castelo Interior”, que um dos primeiros passos no caminho da santidade é o autoconhecimento. O autoconhecimento gera humildade, pois a humildade é simplesmente ter uma visão verdadeira de si mesmo. Quando uma pessoa não se conhece a partir da verdadeira perspectiva de Deus, abre-se a muitos erros de julgamento. Um desses erros é que ela pode facilmente se fixar naquilo que considera serem os pecados dos outros.

A passagem do Evangelho citada acima retrata uma pessoa a quem falta gravemente o autoconhecimento. Por quê? Porque ela “não percebe a trave” em seu próprio olho, ou seja, não vê seu próprio pecado. Como resultado, Jesus explica que essa pessoa também se fixa no “cisco” que está no olho de seu irmão.

Ao considerar seus próprios pensamentos, em que você mais se detém ao longo do dia? Você olha honestamente para o seu interior, buscando conhecer a si mesmo como Deus o conhece? Ou passa tempo demais pensando nos outros, analisando e julgando suas ações? Essa é uma pergunta importante que você deve fazer a si mesmo e responder com honestidade.

A melhor maneira de conhecer a si mesmo é contemplar Jesus. Quando Ele se tornar o centro de sua atenção ao longo do dia, você não apenas passará a conhecê-Lo, mas também passará a conhecer a si mesmo com mais honestidade. Contemplar a beleza e a perfeição de nosso Senhor terá o duplo efeito de conhecê-Lo e de conhecer a si mesmo através dos olhos d’Ele. Isso também ajudará você a conhecer os outros como Ele os vê.

Como Jesus olha para aqueles que estão ao seu redor? Ele os olha com misericórdia incessante. É verdade que, ao fim de cada vida, quando passarmos deste mundo para o outro, estaremos diante de nosso Senhor para o juízo particular. Mas, enquanto estamos aqui na terra, Deus nos contempla continuamente com misericórdia. Por isso, a misericórdia deve se tornar nossa missão diária, e devemos cultivar o hábito de olhar com os olhos da misericórdia para todas as pessoas em nossa vida.

Reflita, hoje, sobre nosso Senhor. Olhe para Ele, contemple-O, procure conhecê-Lo e faça d’Ele o centro da sua atenção. Ao fazer isso, procure afastar dos seus pensamentos os julgamentos que você faz dos outros. Permita que a contemplação de nosso Senhor ajude você não apenas a vê-Lo, mas também a ver os outros através dos olhos d’Ele. Cultive esse hábito e você avançará rapidamente no caminho da santidade.

Meu misericordioso Jesus, que eu cultive o hábito humilde e verdadeiro de vos contemplar em vosso esplendor e beleza. Ao vos contemplar, dia após dia, ajudai-me também a enxergar a mim mesmo através dos vossos olhos de misericórdia, para que eu também cresça em humildade. Afastai, por favor, todo julgamento do meu coração, para que eu seja livre para conhecer e amar todas as pessoas como Vós as conheceis e amais. Jesus, eu confio em Vós.


O caminho que você está seguindo

Sábado da 23ª Semana do Tempo Comum

Jesus disse aos seus discípulos: “Uma árvore boa não dá frutos podres, nem uma árvore podre dá frutos bons. Pois cada árvore é conhecida pelo seu próprio fruto. Não se colhem figos de espinheiros, nem uvas de sarças.” Lucas 6:43–44

Que ótima maneira de examinar o rumo da sua vida! Esta passagem do Evangelho vai ao cerne de como podemos discernir melhor se estamos ou não verdadeiramente cumprindo a vontade de Deus. Muitas vezes, podemos ter dificuldade para saber com clareza se estamos fazendo aquilo que Deus quer de nós. Podemos ser atraídos para muitas direções na vida e estabelecer muitas metas por conta própria. Por isso, de tempos em tempos, é útil parar e fazer um balanço honesto da nossa vida.

Quando você olha para o último ano da sua vida, o que vê? Mais especificamente, vê bons frutos sendo produzidos? É proveitoso fazer esse exame de tempos em tempos. É útil fazê-lo não apenas em relação ao último ano, mas também a diferentes períodos. Talvez você possa começar com uma visão geral, olhando para todos os momentos da sua vida que foram mais fecundos para a glória de Deus. A partir daí, procure olhar para a sua vida década por década, ano por ano e, depois, até mês por mês ao longo deste último ano. Procure os momentos mais abençoados da sua vida, assim como os mais desafiadores.

Quando examinamos nossa vida dessa maneira, é importante entender o que devemos procurar. Por exemplo, pode haver momentos em que tudo correu bem de uma forma ou de outra, e outros que foram dolorosos e muito difíceis. O que importa saber, da perspectiva divina, é que o simples fato de algo ter “corrido bem” em determinado momento, ou de algo ter sido “doloroso e muito difícil” em outro momento da nossa vida, não significa que o primeiro tenha sido o mais fecundo para o Reino de Deus, nem que o segundo tenha sido o menos fecundo. Na verdade, as pesadas cruzes e dificuldades da vida podem muitas vezes ser os momentos mais fecundos para nós, espiritualmente falando. Basta olhar para a vida de Jesus. É claro que tudo o que Ele fez foi fecundo para a glória do Pai do Céu, mas podemos facilmente apontar o momento mais doloroso da Sua vida como o mais fecundo. Sua Crucifixão produziu o maior bem de que já se teve notícia.

Assim também acontece com a nossa vida. A melhor maneira de discernir a fecundidade da nossa vida não é olhar para aqueles momentos em que tudo foi fácil, divertido, memorável e coisas semelhantes. Embora esses também possam ser momentos de graça, precisamos olhar para a fecundidade espiritual da perspectiva divina. Precisamos procurar os momentos da nossa vida, sejam eles fáceis ou difíceis, em que Deus esteve claramente presente e em que fizemos escolhas que Lhe deram a maior glória.

Reflita, hoje, sobre sua vida como uma árvore que dá frutos espirituais. Quais momentos de sua vida, decisões que tomou ou atividades às quais se dedicou produziram mais virtudes em sua vida? Quando sua vida de oração foi mais profunda? Quando sua caridade foi mais intensa? Quando sua fé e sua esperança foram mais evidentes? Volte a esses momentos, saboreie-os, aprenda com eles e use-os como os melhores alicerces para o futuro glorioso que nosso Senhor deseja para você.

Meu glorioso Senhor, a vossa vida produziu frutos de valor infinito. Vós sempre escolhestes cumprir a vontade do Pai que está nos Céus e, por isso, vivestes todas as virtudes com perfeição. Ajudai-me a fazer pausas regulares em minha vida para examinar a direção que estou seguindo. Que eu aprenda com os meus erros e me alegre com os momentos que foram mais fecundos para o vosso Reino. Eu vos amo, Senhor. Ajudai-me a produzir os maiores frutos para a vossa glória. Jesus, eu confio em Vós.

Sumário


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