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Terceiro Dia: Sacrifício

Sexta-feira depois das Cinzas

Hoje nos abstemos de carne. É um sacrifício tão pequeno. Um sacrifício pode ser oferecido com relutância e pesar, ou com alegria e entusiasmo. A diferença é que, quando abraçamos esse sacrifício tão pequeno com alegria e entusiasmo, na expectativa da graça que dele provém, a graça que recebemos é exponencialmente maior do que se fizéssemos esse pequeno sacrifício sem muita disposição. O pequeno sacrifício de nos abstermos de carne pode ser extraordinariamente fecundo em nossa vida quando oferecido livremente, com alegria e do mais profundo de nossa alma.

Ofereça o sacrifício de hoje, a abstinência de carne, em união com os católicos do mundo inteiro. Esse sacrifício, e todos os outros que fazemos ao longo da vida, deve ser oferecido da mesma forma como Jesus Se ofereceu ao ir para o deserto durante quarenta dias. A breve versão de Marcos desse relato diz que “o Espírito o impeliu para o deserto…” (Marcos 1:12). As versões de Mateus e Lucas dizem que Jesus foi “conduzido” pelo Espírito Santo ao deserto. Em outras palavras, a entrada de Jesus nesse tempo de oração e jejum sacrificial não foi algo que Ele tenha sido forçado a fazer contra a Sua vontade. Ele não o fez com relutância e pesar. Pelo contrário, foi impelido interiormente pelo Espírito Santo a apressar-Se para entrar nesse tempo de sacrifício. Ele foi conduzido, não empurrado, e seguiu a vontade do Pai, em união com o Espírito Santo, com prontidão e firmeza.

À primeira vista, qualquer ato de sacrifício pode parecer negativo. “Eu tenho que fazer isso.” E, embora qualquer sacrifício que somos convidados a oferecer possa inicialmente parecer um peso, a realidade espiritual mais profunda nos ensina o contrário. Se vivermos pela efusão do Espírito Santo, nossa perspectiva sobre quase tudo na vida mudará, inclusive a maneira como vemos os sacrifícios que somos convidados a fazer.

Ao oferecer hoje o pequeno sacrifício de se abster de carne, permita que o Espírito Santo o “conduza” e até o “impele” interiormente, para fazer disso não apenas uma obrigação, mas também uma oferta profundamente espiritual, que você escolhe e deseja por sua própria vontade, em união com Jesus. Ofereça-o a Deus como uma pequena coisa que você pode fazer em imitação da vida humana de nosso Senhor. Ofereça-o com fé cega e confiança em nosso Senhor, sabendo que imitá-Lo é sempre o modo mais glorioso de agir. Não o veja como algo negativo que você tem que fazer. Veja-o como uma pequena, mas gloriosa, oportunidade de expressar seu amor por Deus, domar seus apetites desordenados e crescer na virtude. 

Meu Senhor, que Vos ofereceis em sacrifício, Vós fizestes o sacrifício de Vossos quarenta dias no deserto com a máxima firmeza e determinação. Foi Vossa grande alegria e Vosso privilégio oferecer esse sacrifício humano ao Vosso Pai do Céu, sob o impulso do Espírito Santo. Por favor, concedei-me a graça, neste dia e em todos os dias, de oferecer cada sacrifício de minha vida em união com a disposição e a alegria de Vosso Sacratíssimo Coração. Jesus, eu confio em Vós.

Veja também: Terceira Reflexão – 40 Dias no Deserto

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